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Comentários

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Rodrigo Xavier, Advogado
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Comentário · há 7 dias
Muito bom.

Mas, apenas manifestando uma opinião, não creio que a neurociência afasta os conceitos a que se chegaram com as ciências sociais.

Vi um documentário chamado "Cérebro no automático" que retrata muito bem esse processamento anterior ao processo de raciocínio. Por exemplo, em situações de perigo, nós não raciocinamos direito, agimos impulsivamente para se livrar daquela situação de perigo. Podemos ver a maioria das reações em pegadinhas, as pessoas saem correndo quando se deparam com algo que parece perigoso, mas depois raciocinam e param de correr.

Segundo o documentário, muitos dos nossos atos involuntários são frutos do nosso desenvolvimento e treinamento. Como exemplo apontam o fato de dirigir. Dirigir no início é algo extremamente estressante, mas com a prática torna-se algo como andar, no qual não exige muito raciocínio, age-se naturalmente.

Onde quero chegar?

Creio que esses impulsos são fruto do aprendizado humano. Vejamos os casos dos meninos criados por animais, todas as suas ações são fruto do seu aprendizado social.

Então, o certo e o errado são determinados pelo meio social em que vive. Esse conjunto de informações que se absorve ao longo da vida vão pautar os atos racionais ou impulsivos. Assim, o conjunto normativo aprendido ao longo do desenvolvimento do homem molda também o seu subconsciente que creio ser a fonte da qual esses impulsos não racionais "extraem a sua fundamentação". Ou seja, é o conjunto de informações que direcionam os atos sem que sejam antecedidos de um processo racional especulativo que calcula os possíveis efeitos daquelas ações.

Com a modernidade e a tecnologia, quantas informações absorvemos todos os dias?

Tanto é que o marketing utiliza-se desse conhecimento para fazer as pessoas agirem sem pensar e consumir ou agir de uma determinada forma, ou votar em um candidato, etc...

Portanto, entendo que o meio social proporciona as informações que pautarão as ações dos seres em sociedade, proporcionando ações pré-programadas nas massas que agem como se fossem livres, mas não são, são reprodutores de informações enlatadas. Agem e falam como robozinhos pré-programados.

Só o conhecimento liberta e ainda creio que liberta parcialmente. Um livre arbítrio condicionado.

Link do documentário:

https://www.dailymotion.com/video/x1635z0_cerebro-automatico-ep-1-inconsciente-magico-natgeo_school

http://www.dailymotion.com/video/x163f6q_cerebro-automatico-ep-2-poder-do-subconsciente-natgeo_school
Rodrigo Xavier, Advogado
Rodrigo Xavier
Comentário · há 7 dias
Concordo em parte com seu posicionamento.

Com certeza, não é só o pobre sem estudo que comete crimes. Nunca foi.

Mas essa premissa, não invalida que a grande maioria que está encarcerada não possui estudos e bem pouco acesso a serviços públicos de qualidade.

A maioria dos brasileiros cometem crimes. Só ver o índice de pessoas pegas todos os dias dirigindo sob a influência de álcool, adquirindo material pirata na internet e etc...

O o sistema policial, judiciário e carcerário é direcionado em sua grande maioria para punir esses delitos cometidos pelos mais pobres.

Até mesmo porque os que cometem os crimes de colarinho branco são os que fazem as leis. E, por mais que alguns estão sendo punidos, há clara preservação dos direitos humanos para os que desviam grande quantidade de dinheiro público, salvo o uso da prisão preventiva desordenadamente como se tem usado.

O problema é que muitos que são condenados a pena de morte por interpretação policial ou estão aguardando julgamento, ainda que tenham cometido crimes, não têm o devido processo legal e o contraditório preservados. E, com isso, os analfabetos abarrotam as prisões, culpados ou não.

Já os de colarinho branco, só são condenados se tiverem provas robustas e todas elas tiverem sido submetidas ao contraditório e ampla defesa, se beneficiando, em muito, das prescrições e outras regalias como prisão na carceragem da polícia federal.

Quando as pesquisas apontam o grau de escolaridade dos presos é pra se identificar que eles não possuem muitas opções, que é muito incoerente termos uma
Constituição que ao mesmo tempo determina o acesso a vários serviços básicos a todos e o mesmo grupo criminoso (revelado nos últimos anos) que devia agir para implementá-los, está a explorar os que deles necessitam. Já os criminosos estudados possuem várias alternativas e escolhem, deliberadamente, desvirtuar o cargo para o qual foram eleitos.

Por isso que colocar pessoas miseráveis nessas masmorras brasileiras é tão imoral.

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